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Mostrando postagens de dezembro, 2024

Sobre Apolo, 1

O culto a Apolo teve início no Oriente próximo, com templos distribuídos pela Anatólia. Estima-se que ele tenha substituído um antigo deus chamado Mandras, protetor da cerca do gado, e um deus etrusco chamado Aplu. O Hino Homérico a Apolo conta que Leda, uma deusa da Lícia, onde o nome dela significa "mulher", estava grávida de Zeus. Hera, esposa do Pai dos Deuses e dos homens, enciumada, mandou a serpente Píton perseguir Leda e não deixá-la parir. Leda percorreu diversos países do oriente em busca de um lugar protegido da serpente, um lugar às escuras. Passando pela ilha de Ortigia, na Itália, Leto deu à luz Ártemis. Viajou mais e encontrou parada na ilha rochosa de Delos. Esta é uma pequena ilha localizada nas Cíclades, conjunto de ilhas gregas localizadas no mar Egeu. No Hino, aparece Leda tentando persuadir Delos, como se esta fosse uma pessoa, a dar-lhe acolhida naquela hora difícil. "Delos, acaso queres ser a sede de meu filho, Febo Apolo, e instituir-lhe um opule...

A cordialidade

Um coração humano não precisa ser entendido como um componente de um certo sistema orgânico, um órgão que trate da circulação de uma determinada quantidade de sangue e, com isso, permite que o indivíduo procure os outros para com eles fazer laço social. O coração pode ser um órgão da comunhão com o Outro, da constituição de uma intimidade bi ou multipolar. Sloterdijk comenta um texto de psicologia renascentista, de Marcílio Ficino. Ficino retoma os personagens de Platão, Fedro e Lísias, para propor uma imagem de comunhão amorosa cardíaca. Lisias anda pelas ruas, preocupado com alguma coisa. Passa pelos jovens que se exercitam, e tem os olhos fisgados por um deles. Fedro retorna o olhar daquele homem mais velho, e assim lança, dos seus olhos para os olhos de Lísias, um raio luminoso e vapores sanguíneos, que entram nos olhos do outro. Uma vez absorvidos por Lísias, os vapores do sangue de Fedro se condensam e passam a habitar o coração dele. A partir daí, o amante seguirá o amado por t...

Uma ficção de Odisseu

Quando Odisseu chegou em Ítaca, Atena o transfigurou em um velho mendigo. Um antigo servo de Odisseu, o criador de porcos Eumeu, recebeu em sua casa aquele homem. Durante a ceia, Eumeu perguntou-lhe aquilo que se pergunta a todo estrangeiro quando se o acolhe: donde viera, de que linhagem e como chegara ali. O estrangeiro contou que nasceu e foi criado em Creta como filho adotado pelo rei Castor. Já adulto, era um ótimo guerreiro e comandante de exércitos, motivo pelo qual foi enviado à guerra em Tróia. Após nove anos, saiu de lá vencedor. Voltou para casa, mas já no mês seguinte viajou ao Egito em busca de ampliar suas riquezas. Naquela terra, ordena aos seus comandados que não deem motivos para que os locais não lhes sejam hospitaleiros. Contudo, os homens arrasam as plantações e matam alguns varões. O exército local prende-os todos. O narrador disse ter se ajoelhado diante do rei do Egito e dito que fora desobedecido pelos outros. O rei aceita as súplicas e o deixa livre. O homem p...

O início dos gregos

A célula original da Grécia é a bacia do mar Egeu, delimitada pelo oriente próximo, pela ilha de Creta, ao sul, e pelo continente grego, a oeste. Há um conjunto de ilhas ao sul do Egeu, chamadas cíclades, e ilhas espalhadas mais ao norte. O relevo é predominantemente rochoso, mas há planícies na Macedônia, ao norte do monte Olimpo, e mais ao sul, na Tessália. Antes que os gregos dominassem o ferro e então desenvolvessem ferramentas agrícolas duráveis, o que ocorreria a partir do século XII a.C., não eram bons os resultados nas plantações. Plantava-se sobretudo oliveiras, uvas e cereais, e também leguminosas e frutas. O azeite era bastante valorizado, sendo exportado para o oriente e o Egito, e usado, além da alimentação, nos cuidados corporais e na iluminação. O vinho era consumido misturado com água. A dieta do grego também incluía mel, carne e leite. A carne era consumida apenas em eventos religiosos. Estima-se que um cidadão ateniense do século V. a.C. tenha quarenta dessas oportun...

A ameaça persa. Creso se prepara

Heródoto conta que Creso, rei da Lídia, assistindo a expansão do poderio persa sobre a Ásia, na figura de Ciro, buscou ajuda do povo mais poderoso dentre os gregos. O luto de Creso por seu filho já durava dois anos, quando Ciro, filho de Cambises, tirou do poder persa Astíages, filho de Ciaxares, e começou a ganhar territórios para o já enorme império Medo-Persa. Creso, contudo, mantinha-se arrogante, e resolveu testar diferentes oráculos para saber de qual deles obteria a direção a seguir. Enviou emissários para o oráculo de Delfos, para o oráculo de Fócis, para o de Dodona, para o de Anfiáraos e o de Trofonios, todos helênicos. Enviou, também, emissários a um oráculo em Mileto e ao oráculo de Amon, na Líbia, Egito. Seu intuito era testar a credibilidade de todos eles, para então perguntar se lhe seria dada a vitória caso enviasse uma expedição contra os persas. Creso instruiu seus emissários a contarem os dias decorridos desde que saíssem da Lídia e, no centésimo dia, tendo cada um ...

Sobre Apolo, 2

Em "As Leis", de Platão, há uma conversa entre um ateniense, um cretense, e um lacedemônio. Eles conversam sobre as leis das suas cidades, e de como elas educam seus jovens. O ateniense defende que a educação é o treinamento do indivíduo, desde que ele é criança, dos bens que o levarão a governar com justiça a si mesmo e à cidade, e a requerer que a cidade seja assim governada. Os bens podem ser divididos em humanos e divinos, os primeiros dependendo dos segundos. Os bens humanos são a saúde, a beleza, o vigor atlético e a riqueza, desde que ela venha acompanhada de sabedoria, esta já sendo o primeiro dos bens divinos. Em seguida, os deuses conferem moderação racional na alma, coragem e, por fim, justiça. Como se desenvolvem esses bens? As crianças experimentam sentimentos de prazer e dor, e a educação atua sobre elas de modo a não se tornarem viciosas, ou seja, excedendo-se na busca por aquilo que dá prazer ou no sentimento de medo. As primeiras virtudes serão a base para o...

Sobre Atena

Apolo é um deus que atua de longe. Anualmente, na estação fria, ele se afasta dos seus oráculos em Delos e em Delfos, e volta com o calor, recebido pelo som de passarinhos. Numa cena ao fim da Ilíada, ele recusa-se a lutar com Posseidon por causa dos mortais. Esses seres de vida curta, miseráveis em suas doenças e dores, não valem o aborrecimento dos imortais. Tal distanciamento permite ao deus uma visão ampla e profunda, e por isso ele é deus de oráculos. Atena é uma deusa da proximidade. Ela é o melhor amigo dos varões, estando sempre presente nos momentos de ação viril. E ela é deusa da sabedoria, especificamente da ação prudente. Ao homem que luta, mais importante do que a força é a prudência. Zeus uniu-se a Métis, deusa da sagacidade, e ela engravidou. O Pai dos deuses e dos homens ouvira de Urano e de Gaia que um descendente seu o destronaria, o mesmo que Urano sofreu de Crono, e o mesmo que o próprio Zeus fez com Crono. Para evitar perder o poder, Zeus engole Métis, a absorve, ...

Sobre Dioniso

Dioniso é a vinha que cresce pujante, cheirosa, doadora do vinho, e que logo se dobra, amarelece, seca e volta para dentro da Terra. Zeus uniu-se em amor à princesa de Tebas, Sêmele. Sêmele é um nome não grego, que significa "deusa terra". Outra explicação deste nome é a sua origem em Selene, manifestação da lua. Dioniso também não é um nome grego: sua origem é misteriosa, mas há uma pista no nome Zonnysos, que significa "filho de Zeus". Grávida, Sêmele cantava e dançava, descalça. Hera, sempre ciumenta de Zeus, foi ao encontro dela, sob a forma de sua ama de leite, e falou que ela não conhecia a verdadeira forma de Zeus. Na primeira oportunidade, a princesa insistiu para Zeus mostrar-se, para ela, em sua essência. O deus recusou o quanto pode, mas enfim cedeu. Os raios e os trovões iluminaram o céu, tremeram a terra e incendiaram Sêmele. Zeus imediatamente chamou Hermes, que daquele corpo carbonizado tirou o feto e entregou-o ao pai. Zeus colocou o feto dentro da ...

Sobre os mitos gregos

As histórias que nos contaram, quem as criou? Há como alguém tê-las criado? Poesia, no seu sentido original, grego, é fazer. Mas isso não quer dizer que o poeta seja o criador dos poemas que fala. As histórias míticas dos gregos não eram criações de homens com uma grande habilidade para extrair algo de suas próprias experiências. Se os gregos eram extraordinários é porque para eles o mundo era extraordinário. O universo era divino. Os deuses não os visitavam esporadicamente. Os deuses eram o mais profundo e amplo ser das coisas. "Mito é a interpelação do Deus ao homem. Culto é o impulso suscitado no homem por essa interpelação e que o compele a criação de formas a testemunharem a sublime presença do Deus interpelante." (Torrano, p.61 e 62) Da mesma Terra em que foi gerado o homem, também o foram os deuses. Os destinos deles diferem entre si, e isso é um abismo a separá-los. Mas o viver do homem, cada coisa que ele faz, é acompanhado. Os deuses são a própria presença, são o t...

A Orestéia, de Ésquilo

O século V a.C. foi o auge econômico, político e cultural de Atenas. Em 479, a Liga Délia, liderada por Aristides, ateniense, obteve, numa planície da Beócia, a vitória final sobre os persas. Desde o ano 500, os persas vinham tomando territórios dos gregos, na Anatólia e no mar Egeu, e tentavam adentrar a Grécia central. As cidades-Estado gregas pagavam tributos à cidade que liderava a Liga Délia, liderança esta que já fora dos espartanos e que agora era dos atenienses. A vitória decisiva sobre os persas deu-se pelo uso das trirremes, barcos de guerra leves e, portanto, facilmente manobráveis, que conseguiam pegar de surpresa os barcos inimigos. A maior parte da tripulação das trirremes era de trabalhadores, uma população até então sem participação política em Atenas, e que após a guerra passou a ser reconhecida. Péricles, reformador constitucional e das instituições, permitiu sua participação nas Assembleias, onde as leis eram votadas. Antes disso, a participação política era restr...

A performance do canto

Uma pessoa não conta Chapeuzinho Vermelho da mesmíssima forma que outra. Mas é sempre a mesma história! Na Odisseia, o aedo que canta para os feácios, Demódoco, é elogiado por Odisseu como tendo cantado as coisas conforme a ordem, kata kosmon. O aedo canta o que as Musas lhe sopram, e elas lhe sopram um canto que segue o tema e o enquadre pedidos pelo aedo. Elas sabem, pois viram, e eles cantam, pois ouvem. O canto de Demódoco agrada aos ouvintes e foi bastante fiel aos acontecimentos. No início do mesmo poema, Fêmio é forçado pelos pretendentes de Penélope a cantar o desastroso retorno dos aqueus, vindos da Guerra. Agrada-lhes o que quer que sugira que Odisseu está morto. O canto de Fêmio é considerado novíssimo: novíssimo porque trata de coisas que ainda estão acontecendo - o paradeiro de Odisseu é incerto - , e novíssimo porque é um canto que acabou de ser tecido. A poesia épica é uma longa composição oral, na qual o esforço dos poetas entrelaça-se à memória coletiva. As histórias ...

A conveniência do canto

Você está relaxado, e assim quer continuar. Alguém começa uma história, e ela vem bem a calhar. Você está tenso, e quer se despreocupar. Uma história pode ser o carinho que você está a precisar. Não importa se é verdadeira ou falsa. Não é notícia. É ficção, novela: próxima da realidade o bastante para não ser uma bobagem, mas criativa, interessante. Mythós é história que se conta. Odisseu não é um aedo, não foi instruído pelas Musas. Contudo, tal como elas, ele sabe manejar mentiras e falsidades para contar histórias coesas, bem articuladas e convenientes. Ele agrada ao seu público, contando coisas que viu. O aedo, por sua vez, não viu o que conta, mas o ouviu das Musas. Os aedos são os inspirados, e são os pais de todos os poetas. Já Odisseu é astucioso, muito viveu, muito fez, por isso muito viu, e pode muito contar. Mas quando finalmente chega em casa, que ironia, não pode falar a verdade sobre si mesmo! Disfarçado de mendigo, ele agrada Eumeu, antigo servo de Odisseu. Agrada até...

A entrada de Aquiles na perdição

Na Ilíada, Aquiles está retirado da luta desde que foi desonrado por Agamenon. Após o canto 1, do poema, ele só tornará a aparecer no canto 9. Os aqueus precisam dele. Ou é ele que precisa dos aqueus? Os troianos chegaram às naus aqueias, e já começaram a incendiá-las. Nestor, o velho sábio, exorta o abatido Agamenon a suplicar a Aquiles que ele retorne, e o rei faz uma grande lista de bens valiosíssimos, dentre os quais uma filha sua, a serem oferecidos ao herói exilado. Nestor chama Fênix, Odisseu e Ájax Telamônio para visitarem-no. A palavra paternal, a palavra bem colocada e a identificação com um outro herói: esses três cercarão Aquiles, e persuadirão a sua alma. Chegando na tenda do herói, a embaixada encontra-o cantando, ao som de uma lira e tendo a audiência de Pátroclo, as glórias dos homens. Por que ele o faz? O canto é dom das Musas, e traz os seus benefícios de ordenação, glorificação e desvelamento. O mundo de Aquiles fica, em parte, restaurado ao fazer esse canto, e ess...

A religião grega

Busca-se na religião grega a origem da principal religião ocidental atual, o cristianismo. A religião grega não deve ser tomada como um primitivismo, e a cristã não necessariamente foi um progresso. A religião grega foi um fenômeno singular e irrepetível, que diz respeito à civilização grega. Esta civilização, como qualquer outra, é o compartilhamento de uma língua e de uma cultura entre diferentes países. Os gregos iam até onde Homero e a língua grega alcançou: da Sicíliia, na Itália, passando pelo continente Grego, pelas ilhas do Egeu até a Anatólia e o Oriente próximo. A poesia épica contou histórias dos deuses e dos heróis adorados em diferentes lugares, fixando-os, sem impor rituais, mas oferecendo um sentido a eles. Cada lugar tinha seus próprio rituais, e achados arqueológicos atuais mostram as orações, as divindades, os gestos, os sacrifícios e a época do ano em que eles se realizavam. Desde o início, o homem pratica certos rituais. Os camponeses do neolítico grego (milênio X ...

De onde vêm a Ilíada e a Odisseia?

A Ilíada conta da vez em que um rei de Micenas reuniu um grande exército, formado por vários povos gregos, e então sitiou e, após nove anos, destruiu Tróia. Uma história antiga, contada de muitos jeitos, com diferentes artes, desde o século XII a.C., quando provavelmente tal fato ocorreu, até o VIII, quando provavelmente Homero as fixou por escrito. Para os gregos antigos, era já uma história antiga, mas como eles cultivavam essas tradições! Ainda mais em Esmirna, no Oriente próximo, local de nascimento de Homero: no século XII os gregos haviam sido empurrados para fora da Grécia, pelos Dórios, e ocuparam as ilhas do Egeu e aquela parte do Oriente. Restava-lhes contar da vez em que, como um canto de cisne da grande civilização micênica, eles destruíram a portentosa Tróia. No próprio século VIII os gregos retomavam suas trocas com o oriente, e começavam a ver suas cidades se agruparem em cidades-Estado. A escrita, há séculos perdida, foi retomada, agora emprestada dos fenícios. Por is...

A perda de Aquiles

No canto 1, da Ilíada, Aquiles revelou o modo como Agamenon estava sendo rei: tomando os bens auferidos pelos guerreiros, e não aceitando devolver Criseida a seu pai, para aplacar a fúria de Apolo, convocada pelo velho. Um rei deve observar as necessidades dos soldados, se quer a participação deles naquilo que é o interesse dele. Naquela altura da história, Aquiles estava próximo de Atena, ou seja, falava palavras ordenadas e persuasivas, e Agamenon, que se achava favorecido pelos deuses, a ponto de dispensar a ajuda de Aquiles, estava na perdição, sem qualquer controle sobre o que fazia. Certa vez, o sofista Hípias falou para Sócrates que Aquiles, pela sua simplicidade, falava as coisas de forma direta e verdadeira, enquanto Odisseu falava com astúcia, escondendo a verdade. Mas, aquele que diz uma mentira, se a diz voluntariamente, tem domínio sobre o que diz. Da mesma forma que aquele que diz uma verdade voluntariamente, tem domínio sobre o que diz. A questão, portanto, não é dizer ...

Os primeiros achados arqueológicos

No Neolítico, há cerca de 7.000 a.C., o homem se sedentarizou na Grécia. Nas planícies da Tessália, ele plantou, ao invés de colher seus alimentos, e criou animais, ao invés de apenas caçar. Passou a cultuar forças ligadas à fertilidade. Isso é o que contamos sobre o início da religião grega a partir dos achados arqueológicos recentes. Um sítio arqueológico na Turquia nos deu uma estatueta de uma figura feminina gorda, sentada num trono, os apoios dos braços na forma de feras selvagens. Ela está nua, tem os seios e a barriga grandes, e provavelmente está parindo. Possivelmente uma representação da fertilidade. Em um outro sítio, dessa vez localizado em uma das ilhas do Cicládico, ao sul do mar Egeu, foi encontrada uma estatueta também feminina, com os braços cruzados sob os seios, apoiando-se sobre as pontas dos pés e apontando o rosto para cima. São imagens mudas, interpretadas a partir de outros dados, relativos ao modo de vida daqueles homens (das inscrições encontradas posteriorm...

A emergência das póleis

A chamada "Idade das Trevas" na Grécia teve início com o fim da civilização palaciana, no século XII. É possível que esse fim tenha ocorrido devido à própria concentração de poder do palácio e dos chefes locais, levando a conflitos sociais insolúveis. A Grécia desorganizou-se política e economicamente. As cidades voltaram a basear-se na vida rural. Os dórios invadiram o centro e o sul do país, expulsando os eólios da Eubéia e os jônios de Atenas, fazendo-os migrar para a costa asiática. A população reduzida e restrita às atividades de subsistência não exportava seus produtos. Isso levou ao empobrecimento da arte cerâmica. Para os pesquisadores atuais este é um período de difícil iluminação, dado os raros achados arqueológicos. O que se conseguiu verificar confirmou o empobrecimento cultural ligado à indistinção social: os túmulos não eram mais individuais, como eram na época dos palácios. Os mortos eram cremados e suas cinzas eram guardadas em túmulos coletivos. Nesses túmul...